Arquiteto e Urbanista Gil Carvalho defende soluções em mobilidade urbana e núcleos autossustentáveis para melhorar a qualidade de vida nas cidades

O Brasil vive um momento único: ocupa a posição de sexta maior economia mundial e já é objeto de interesse e respeito dos estrangeiros que, cada vez mais, procuram oportunidades de trabalho e negócios por aqui. Muito há para se fazer: há uma infraestrutura precária, um déficit habitacional gigantesco e desafios como a saúde, a educação e o saneamento básico, que podem impulsionar o crescimento sustentável do país que, mesmo com esses problemas, avança de forma quase independente.

Um dos problemas mais persistentes nas regiões urbanas é a mobilidade. É preocupante saber, por exemplo, que na região metropolitana de São Paulo uma nova “cidade” poderá ser criada por lei em breve, englobando três regiões metropolitanas (São Paulo, Baixada Santista e Campinas), além de outros aglomerados urbanos num raio de 200 km da capital. A chamada Macrópole Paulista atingirá o incrível número de 30 milhões de habitantes.

Como criar condições de locomoção de toda esta população? Desses centros partem diariamente dois milhões de pessoas para o trabalho ou estudo, fora dos municípios de residência. Um milhão vai para a região metropolitana de São Paulo e, desse total, 700 mil rumam ao centro expandido da capital. É essencial, portanto, oferecer infraestrutura para que essa população chegue e saia da cidade de maneira organizada, segura e confortável. É assustador pensar que, mesmo nesse cenário, continue o estímulo ao uso do automóvel em detrimento do transporte público.

Com 35 anos de experiência na realização de projetos de arquitetura e urbanismo, Carvalho dedica-se a desenvolver projetos que integrem a filosofia do “morar, viver e conviver” com a dinâmica das cidades: “mesmo metrópoles consagradas pela organização e eficiência como Paris, por exemplo, que tem um dos melhores sistemas de metrô do mundo – com 200 km de linhas – também tem seus dias de trânsito  congestionado”.

“A cultura do automóvel incha as cidades com imensas frotas cumulativas. Haja espaço – nas vias de transporte e nas vias respiratórias – que são invadidas por poluentes lançados pelos escapamentos. O transporte público de qualidade, com eficiência e baixo impacto ambiental, é a solução para muitos desses males”, aponta Carvalho. “Alternativas como os trens metropolitanos de superfície – os VLTs (veículo leve sobre trilhos), o metrô, os monotrilhos, o sistema BRT (Bus Rapid Transit), ciclovias, ciclofaixas, além de corredores de ônibus movidos por fontes de energia limpa devem ser priorizados pelos gestores públicos”.

Mas os problemas urbanos não se resumem à questão do transporte. A melhoria da mobilidade urbana passa pelo adensamento racional, ou seja, por modelos de ocupação que propiciem menores movimentações nas cidades, fazendo com que as pessoas possam trabalhar, estudar e se divertir sem precisar se locomover pela cidade. Uma boa ideia são os polos de desenvolvimento autossustentáveis, como o empreendimento Terrara, em Interlagos, na zona Sul de São Paulo. Projetado por Gil Carvalho, em área de 203.000 m², com ruas planejadas e imensa área verde original preservada, o empreendimento integra moradias como casas, apartamentos e townhouses além de um núcleo comercial e de serviços, creche, e completa estrutura de lazer e segurança, o que lhe confere status de bairro planejado.

“A questão da mobilidade é de difícil resolução e exige da indústria da construção e dos governos projetos novos e planejamento urbano sustentável. Os investidores estrangeiros estão aí, ávidos por oportunidades de negócios, como também nós brasileiros. Devemos aproveitar esse bom momento para colocar definitivamente nosso país nos trilhos”, conclui Carvalho.

Sobre Gil Carvalho

35 anos de experiência em projetos de arquitetura e urbanismo Graduado pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo

  • Graduado em Arquitetura e Urbanismo – Universidade Mackenzie
  • Professor Licenciado (de Projeto) da Faculdade Arquitetura e Urbanismo de Belas Artes
  • Pós-Graduado em Negócios Imobiliários pela Fundação Armando Álvares Penteado/ Secovi
  • Diretor FIABCI/ Brasil – Federação Internacional das Profissões Imobiliárias

 

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